Quem faz o mel, e em que mato.
Duas reservas, dois biomas e uma regra que não abre: colmeia longe de lavoura e de veneno.
Africanizadas, europeias e as sem ferrão
As abelhas europeias chegaram aqui com os colonos. Do cruzamento delas com abelhas africanas nasceram as africanizadas: mais defensivas, muito produtivas e adaptadas ao calor. São essas que moram nas nossas caixas.
Do lado delas existe uma turma bem mais antiga e bem mais frágil: as nativas sem ferrão. Elas polinizam boa parte da flora brasileira e fazem ninho em árvore velha — ou seja, se a mata cai, elas vão junto. Manter árvore em pé é manter abelha viva.
Onde ficam as nossas colmeias
Só produzimos dentro de área protegida, sem plantação comercial em volta. É o que garante que não chega deriva de agrotóxico.
- Chácara Santa Maria — Borebi, SP
- Reserva ecológica permanente, numa faixa de transição entre Cerrado e Mata Atlântica. Mata fechada, longe de lavoura. É aqui que ficam as colmeias de produção e onde o mel é envasado.
- RPPN Bioesperança — Prudentópolis, PR
- Reserva Particular do Patrimônio Natural, em Mata Atlântica com araucária. Outro conjunto de floradas, outro mel.
Aparece pra visitar
Recebemos visita e damos treinamento pra quem é daqui. A conta é simples: quem abre uma colmeia uma vez na vida passa a defender a mata que sustenta ela.
Quer um pote? Chama a gente.
Manda mensagem, combinamos a entrega e você recebe o mel da safra que estiver aberta. Direto daqui pra sua casa, sem atravessador.